Veja o que se sabe sobre caso de artesã envenenada com mercúrio, que filmou aluna pondo substância em garrafa

  • 13/07/2026
(Foto: Reprodução)
Artesã filma aluna colocando substância em garrafa e denuncia ter sido envenenada A artesã Denny Cardoso denunciou ter sido envenenada durante meses enquanto trabalhava em um projeto social no Recife. Ela afirma que uma aluna colocava mercúrio na garrafa de água dela. Imagens gravadas pela vítima mostram a suspeita despejando uma substância no recipiente, e laudos periciais confirmaram a presença do metal na água e no organismo da artesã. Ela conta que até chegou a sentir uma "bolinha" de mercúrio na garganta após beber água, e chamou a polícia após filmar, pela segunda vez, a suspeita colocando uma substância na garrafa dela. O caso é investigado pela Polícia Civil há mais de um ano e o inquérito ainda não foi concluído. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Veja, abaixo, o que se sabe sobre o caso: O que aconteceu? Quem é a mulher suspeita? Como a artesã descobriu o suposto envenenamento? O que mostram os vídeos gravados pela vítima? O que apontam os exames? Quais sequelas a artesã diz ter sofrido? Como está a investigação? O que aconteceu? Segundo a vítima, ela começou a apresentar sintomas de intoxicação no segundo semestre de 2024. Ela trabalhava havia mais de dez anos no projeto Arte na Medicina, que funciona em um anexo do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife. Ela afirma que uma mulher que frequentava as aulas como acompanhante do filho colocava mercúrio na garrafa de água dela durante vários meses. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Quem é a mulher suspeita? Mulher flagrada contaminando garrafa d'água com mercúrio no Recife Reprodução/WhatsApp De acordo com a artesã, a suspeita é Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, que passou a frequentar o projeto cerca de três anos antes do caso vir à tona. Segundo a vítima, a mulher apresentava comportamento hostil, embora ela diga não saber o motivo. O g1 não conseguiu localizar a defesa da suspeita. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Como a artesã descobriu o envenenamento? A vítima contou que passou a desconfiar que estava sendo envenenada após flagrar a suspeita com a garrafa dela. Na época, a mulher disfarçou e fingiu que apenas estava movendo o recipiente de lugar. A isso, soma-se o fato de ela ter sentido pequenas "bolas" na água e, em um dia, chegou a retirar uma "bolinha" do metal da garganta, após beber água. Depois disso, comprou uma garrafa idêntica, deixou o celular filmando escondido e registrou, em duas ocasiões, a suspeita mexendo no recipiente e colocando uma substância na água. Em seguida, acionou a Polícia Militar. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. O que mostram os vídeos gravados pela vítima? As imagens foram gravadas em junho de 2025 mostram a suspeita despejando uma substância dentro da garrafa de água da artesã em duas ocasiões. Após uma das gravações, a Polícia Militar levou as duas mulheres para a Central de Plantões da Capital. Conforme o boletim de ocorrência, a suspeita negou ter envenenado a bebida, mas os policiais encontraram resíduos de um pó no fundo da bolsa dela. A vítima também levou o recipiente contaminado à delegacia da Boa Vista e passou por exames no IML. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. O que apontam os exames? Laudo aponta contaminação por mercúrio em garrafa d'água de artesã' Reprodução/WhatsApp Um exame toxicológico detectou concentração de 21 microgramas de mercúrio por mililitro de sangue no organismo dela. Já o laudo pericial da garrafa confirmou a presença do metal na água. De acordo com a médica responsável pelo laudo toxicológico, a quantidade encontrada indica ingestão de mercúrio por um período estimado entre oito meses e um ano. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Quais sequelas a artesã diz ter sofrido? A artesã afirma que continua em tratamento e relata dores abdominais, neuropatia, compressão na medula, redução dos movimentos e comprometimento da coordenação motora. Segundo ela, o mercúrio atingiu o cérebro. Ela também diz que aguarda uma consulta com um neurocirurgião pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para produzir um laudo solicitado pela Polícia Civil sobre as sequelas neurológicas e para dar seguimento ao tratamento. A defesa ingressou na Justiça para tentar garantir esse atendimento, mas, até agora, não houve mudança no quadro. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Como está a investigação? O caso é investigado pela Delegacia da Boa Vista desde junho de 2025. Segundo a vítima e seu advogado, todos os laudos periciais já foram concluídos, mas o inquérito ainda não foi finalizado. Procurada pelo g1, a Polícia Civil não respondeu o porquê da demora na conclusão do inquérito, nem por qual crime Maria Aparecida Rodrigues de Araújo é investigada. A corporação informou apenas que o caso segue sob investigação e que não pode divulgar mais detalhes para não comprometer as diligências. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/07/13/veja-o-que-se-sabe-sobre-caso-de-artesa-envenenada-com-mercurio.ghtml


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