STF suspende R$ 29 milhões em emendas de Mogi e Suzano em investigação sobre Valdemar Costa Neto
10/07/2026
(Foto: Reprodução) Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em imagem de novembro de 2022
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Mogi das Cruzes e Suzano tiveram mais de R$ 29 milhões em emendas parlamentares suspensas após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, que veio a público nesta sexta (10), faz parte investigação de um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
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Suzano foi a cidade que recebeu o maior volume de recursos entre as 21 emendas parlamentares identificadas na investigação. O município lidera a lista de valores destinados pelo suposto esquema, com R$ 26.835.199.
O total corresponde a duas transferências realizadas em 26 de junho de 2024: uma de R$ 15.802.140 e outra de R$ 11.033.059.
Já Mogi das Cruzes consta como beneficiária de uma emenda de R$ 3 milhões, empenhada e paga em 10 de novembro de 2025.
Segundo a investigação, as emendas destinadas às duas cidades eram voltadas para a área da Saúde.
O g1 procurou as prefeituras de Mogi das Cruzes e Suzano, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
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De acordo com a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto utilizava sua influência para direcionar recursos, principalmente para municípios paulistas, onde concentra sua base política.
As investigações apontam que, mesmo sem exercer mandato parlamentar, Valdemar influenciava de forma clandestina o direcionamento das emendas. Segundo a PF, ele contava com a atuação de servidores da Câmara dos Deputados para destinar recursos públicos de acordo com seus interesses.
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Ainda conforme a Polícia Federal, as emendas eram tratadas como cotas pessoais, o que, segundo os investigadores, caracteriza desvio de finalidade e uso irregular de recursos públicos em benefício de uma pessoa sem mandato parlamentar.
Valdemar, natural de Mogi das Cruzes, foi deputado federal de 1991 a 2005, por quatorze anos, e depois de 2007 a 2013, por mais seis anos. Por duas vezes, o político renunciou para evitar a cassação, pois era investigado por envolvimento no escândalo do mensalão. Ele está no comando do PL há 26 anos.
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