Sem novos hits, Ne-Yo varia pouco no seu 2º Rock in Rio seguido, mas ainda sabe fazer show funcionar
06/09/2026
(Foto: Reprodução) Ne-Yo canta 'So Sick' no Palco Sunset do Rock in Rio
O que faz um artista que vem várias vezes ao Brasil em pouco tempo, mas não tem novos sucessos há 15, quase 20 anos? Varia aqui e ali, inverte a ordem de algumas músicas, pensa em novas piadas, claro – mas não tem muito como reinventar a roda.
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Esse foi o desafio de Ne-Yo, que esteve entre as atrações principais do The Town 2023, do Rock in Rio 2024 e, neste domingo (6), tocou no Rock in Rio 2026 (além de outras vindas). A essa altura, quase todo mundo conhece os truques que o músico tem na manga.
Como abrir com “Closer” e seguir para “Because of You”, o que ele fez em todos os Rock in Rio e The Town; ou reservar um momento para “Irreplaceable” e “Take a Bow”, faixas que ele compôs para Beyoncé e Rihanna.
Para não dizer que ele não tentou inovar, Ne-Yo até desceu do palco e trocou o chapéu “aba anônima” pelo de cowboy. E se aventurou a tocar novas como “Ms Tundra” e “Up Out Gone”, do disco meio country “Highway 79” (2026).
Mas o show engatou mesmo em “So Sick”, “Miss Independent”, “Mad” e outros tantos sucessos. Esses nunca ficaram de fora nas últimas vindas e, mesmo assim, foram cantados aos gritos nesta noite.
Afinal, Ne-Yo já foi um hitmaker de mão cheia. Tanto, na verdade, que é difícil precisar o que aconteceu no meio do caminho.
Ne-Yo
Reprodução/Globoplay
Após a virada dos anos 2010, ele não vingou muito, fosse por escolhas estéticas que ficaram desatualizadas, por excesso de trabalho (virou até executivo na gravadora Motown) ou por se desencontrar musicalmente, à medida que o R&B romântico dos anos 2000 perdeu espaço.
Nada disso impede que o cantor ainda saiba seu caminho no palco. Para os parâmetros clássicos, é um artista completo: canta bem, dança bem e tem presença de palco.
Foi assim que ele recebeu o convite para voltar no seu segundo Rock in Rio seguido. Dos ingressos esgotados desta noite, poucos devem ter vindo só pelo astro do R&B, já que não faltaram oportunidades recentes de vê-lo. Mas o Palco Sunset lotado não esconde que, uma vez aqui, tudo mundo foi dar uma conferida.
A nostalgia foi mesmo a norma da noite, e Ne-Yo seguiu a cartilha. Fechou com um compilado “festeiro” de suas composições pop EDM: “Play Hard”, “Time of Our Lives”, “Give Me Everything”.
No fim, o artista não tem tantas novidades, mas sabe vender o que tem e, pelo visto, isso tem bastado. Até o Rock in Rio 2028, Ne-Yo.
Arte/g1
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