Justiça manda soltar empresária cuiabana presa em operação contra tráfico internacional
28/08/2026
(Foto: Reprodução) Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro
Reprodução
A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi solta nesta quinta-feira (27), por determinação da Justiça Federal, dois dias após ser presa durante a Operação Bóreas, que investiga um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e armas. Segundo a defesa, a Justiça considerou que não havia necessidade de manter a prisão preventiva e não foi exigido pagamento de fiança.
“Não teve nenhuma fiança. O juiz reconheceu que a prisão realmente era desnecessária”, afirmou Fernando Faria, advogado de defesa de Thatiana.
A empresária estava detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em razão da prerrogativa de prisão em cela especial para advogados.
Durante o cumprimento dos mandados da operação, a Polícia Federal apreendeu dinheiro no apartamento de Thatiana, além do celular e do carro dela.
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Defesa nega participação no esquema
No pedido de liberdade, a defesa argumentou que não existem elementos concretos que demonstrem a participação de Thatiana nos crimes investigados. Segundo o advogado, as principais suspeitas apontadas na investigação estão relacionadas ao irmão dela, Marcio Theodoro, que permanece preso no Tocantins por suspeita de envolvimento com tráfico internacional.
A defesa também afirmou que a prisão não poderia ser mantida apenas pela gravidade dos crimes investigados ou pelo parentesco entre os envolvidos. Para o advogado, seria necessário demonstrar que a liberdade da empresária representaria algum risco para as investigações, para a ordem pública ou para o andamento do processo.
O advogado ainda destacou que, caso a Justiça entendesse necessário impor alguma restrição, poderiam ser adotadas medidas cautelares alternativas à prisão. Também foi apresentado como argumento o fato de Thatiana ser responsável pelos cuidados da filha menor de idade.
Defesa questiona apreensão do celular
Outro ponto questionado pelo advogado é a forma como o celular de Thatiana teria sido tratado durante a operação.
Segundo Fernando Faria, o aparelho teria sido acessado antes de ser formalmente lacrado e sem uma autorização judicial específica para a análise imediata do conteúdo. A defesa afirma que vai questionar a legalidade do procedimento e a preservação da prova digital.
O advogado também alega que a abordagem de Thatiana teria começado ainda na rua e continuado sem o acompanhamento de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apesar de ela exercer a profissão.
A defesa considera que essas circunstâncias podem comprometer a integridade e a rastreabilidade dos dados que eventualmente tenham sido obtidos no celular.
Operação Bóreas
Thatiana foi presa na terça-feira (25), durante uma operação que investiga um grupo suspeito de atuar no transporte internacional de drogas e armas.
A investigação busca esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e a eventual ligação entre os investigados. A soltura de Thatiana não encerra a apuração e ela continua sendo investigada no caso.